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O segundo ato pertence ao vilão

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Jurandir Gouveia
dez 19, 2025
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Existe um princípio narrativo que aprendi com Steven Pressfield, que por sua vez aprendeu com Randall Wallace (roteirista de Coração Valente), que por sua vez aprendeu com Steve Cannell, o mestre dos milhares de enredos de séries como Arquivo Confidencial, Renegado e Anjos da Lei. O princípio é simples: o segundo ato pertence ao vilão.

O que isso significa na prática? Que o miolo da sua história deve estar dominado pelas ações, ameaças e maquinações do antagonista. O herói reage. O herói sofre. O herói é pressionado até o limite. E essa pressão constante é o que dá energia à narrativa e mantém o leitor ou espectador engajado.

Steve Cannell queria dizer: “traga os efeitos do vilão sobre o herói para o primeiro plano e mantenha-os lá. O caos e o perigo que o antagonista provoca são o combustível da história. O segundo ato, ou o que David Mamet chama de “passagem do meio”, é a medula da narrativa. É onde acontece tudo de mais envolvente na provação do herói. E em que consiste essa provação? Nos confrontos com o vilão, que tenta obstruir o protagonista na busca de seu objetivo.”

Por que o segundo ato é tão difícil?

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