Tem um peso maior que conhecendo o personagem do Will, que sempre dá um jeito de forma cômica. Quando ele desmorona o peso é muito grande e você sente o quão importante o pai era para ele. É tipo meu filho que não chora normalmente quando se machuca, entao quando ele chora, eu sei que a coisa foi feia.
Na saga de livros que escrevo construí um personagem invejoso que tem uma reação semelhante, porém com um final inverso. No caso, uma maga que foi banida da escola de magia, que falhou em seus estudos e leu coisas que não deveria. Em certa parte, perguntaram a ela por que ela não sabe muitas magias que magos comuns sabiam. Ela fala a verdade sobre o ensino na escola de magia, sobre seus professores, sobre o método de ensino. No fundo ela queria outra oportunidade. Mas no fim, ela escolhe a destruição da escola. Não sei se fiz isso direito (rsrsrs)
Essa análise vai fixar a lição subjacente sobre os sentimentos do personagem com muita força. Dificilmente vou esquecê-la. Muito obrigado! Com relação a essa bela cena, é de se lembrar que o personagem do Will Smith atua também como reflexo do público. Desde os gregos antigos é sabido que a relação entre pai e filho pode ser fonte profunda de drama, sendo improvável que no mundo imperfeito que vivemos não tenhamos mágoas com nossos pais em algum grau. Então a cena nos dá em concentrado aquele sentimento complexo que está presente em nós mesmos, seja forte ou diluído e disfarçado, a respeito de particularidades da relação com nossos pais que provavelmente jamais serão resolvidas. Nosso pequeno momento de identificação com o personagem é assim uma mini cartase, uma pequena lágrima pra tentar tirar ou aliviar na gente aquela velha questão que nos marca mas com a qual já havíamos acostumado. Aceitamos o sofrimento do personagem para que nós mesmos, através dos nossos neurônios-espelho, possamos ter alguma superação. A boa arte assim é algo tão real quanto qualquer realidade!
Sinto que as séries de comédia antigamente ao mesmo tempo em que eram engraçadas de verdade - sem esse humor atual que fica a todo momento se autopoliciando para não ofender ninguém - também conseguiam trazer momentos sensíveis e de reflexão, como este de Will.
Tem um peso maior que conhecendo o personagem do Will, que sempre dá um jeito de forma cômica. Quando ele desmorona o peso é muito grande e você sente o quão importante o pai era para ele. É tipo meu filho que não chora normalmente quando se machuca, entao quando ele chora, eu sei que a coisa foi feia.
Essa cena é incrível mesmo sem saber o making of
Na saga de livros que escrevo construí um personagem invejoso que tem uma reação semelhante, porém com um final inverso. No caso, uma maga que foi banida da escola de magia, que falhou em seus estudos e leu coisas que não deveria. Em certa parte, perguntaram a ela por que ela não sabe muitas magias que magos comuns sabiam. Ela fala a verdade sobre o ensino na escola de magia, sobre seus professores, sobre o método de ensino. No fundo ela queria outra oportunidade. Mas no fim, ela escolhe a destruição da escola. Não sei se fiz isso direito (rsrsrs)
Uai.
Uau.
Essa análise vai fixar a lição subjacente sobre os sentimentos do personagem com muita força. Dificilmente vou esquecê-la. Muito obrigado! Com relação a essa bela cena, é de se lembrar que o personagem do Will Smith atua também como reflexo do público. Desde os gregos antigos é sabido que a relação entre pai e filho pode ser fonte profunda de drama, sendo improvável que no mundo imperfeito que vivemos não tenhamos mágoas com nossos pais em algum grau. Então a cena nos dá em concentrado aquele sentimento complexo que está presente em nós mesmos, seja forte ou diluído e disfarçado, a respeito de particularidades da relação com nossos pais que provavelmente jamais serão resolvidas. Nosso pequeno momento de identificação com o personagem é assim uma mini cartase, uma pequena lágrima pra tentar tirar ou aliviar na gente aquela velha questão que nos marca mas com a qual já havíamos acostumado. Aceitamos o sofrimento do personagem para que nós mesmos, através dos nossos neurônios-espelho, possamos ter alguma superação. A boa arte assim é algo tão real quanto qualquer realidade!
Sinto que as séries de comédia antigamente ao mesmo tempo em que eram engraçadas de verdade - sem esse humor atual que fica a todo momento se autopoliciando para não ofender ninguém - também conseguiam trazer momentos sensíveis e de reflexão, como este de Will.