Tive uma decepção com panfletagem lendo Capitães de Areias, já nos anos quarenta a narrativa foi sacrificada em nome de um idealismo. Se fosse escrito hoje seria lacração. Panfletagem sempre enfraquece a história por mai boa vontade que seja.
Tem autores que se arrependem da interpretação de sua obra pelo público. A maioria já não está viva para reagir, mas nessa velocidade de produção, consumo e reação as coisas mudam de figura. O autor da obra consegue ver como ela foi interpretada e vai tentar corrigir. Mas a interpretação foi errada?
Se o critério for a intenção do autor, uma ou outra interpretação pode até estar equivocada. Mas, como a obra passa a ser mediada pelas experiências e pela visão de mundo do público, diferentes leituras podem fazer sentido para quem as recebe.
É assim, saiu da mão do autor, tudo pode acontecer, rsrs.
Falei um pouco sobre isso no meu último vídeo onde analiso as teorias sobre O silêncio dos Inocentes, você viu? Vou deixar o link aqui:
Eu vi e gostei bastante desse vídeo, e foi um dos motivos que me levou a esse questionamento. Pois estamos presenciando um intervalo menor de acesso à obra e ao autor (tanto em tempo quanto em distância). E o autor consegue, através das redes sociais, ter acesso às inúmeras interpretações de sua obra. O que antigamente, era muito demorado.
Está difícil assistir obras atuais. As produções têm servido a ideologia e as histórias têm ficado em segundo plano. A única expectativa que tenho é de ver uma boa história. São pouquíssimos filmes e séries que atingem esse objetivo.
Vai diretamente ao encontro do que estou passando agora no meu processo. Obrigado.
Que legal! Espero ter contribuído :)
Tive uma decepção com panfletagem lendo Capitães de Areias, já nos anos quarenta a narrativa foi sacrificada em nome de um idealismo. Se fosse escrito hoje seria lacração. Panfletagem sempre enfraquece a história por mai boa vontade que seja.
Tem autores que se arrependem da interpretação de sua obra pelo público. A maioria já não está viva para reagir, mas nessa velocidade de produção, consumo e reação as coisas mudam de figura. O autor da obra consegue ver como ela foi interpretada e vai tentar corrigir. Mas a interpretação foi errada?
Fala, Lee!
Se o critério for a intenção do autor, uma ou outra interpretação pode até estar equivocada. Mas, como a obra passa a ser mediada pelas experiências e pela visão de mundo do público, diferentes leituras podem fazer sentido para quem as recebe.
É assim, saiu da mão do autor, tudo pode acontecer, rsrs.
Falei um pouco sobre isso no meu último vídeo onde analiso as teorias sobre O silêncio dos Inocentes, você viu? Vou deixar o link aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=Ma_jtmStCm8&t=1029s
Eu vi e gostei bastante desse vídeo, e foi um dos motivos que me levou a esse questionamento. Pois estamos presenciando um intervalo menor de acesso à obra e ao autor (tanto em tempo quanto em distância). E o autor consegue, através das redes sociais, ter acesso às inúmeras interpretações de sua obra. O que antigamente, era muito demorado.
Está difícil assistir obras atuais. As produções têm servido a ideologia e as histórias têm ficado em segundo plano. A única expectativa que tenho é de ver uma boa história. São pouquíssimos filmes e séries que atingem esse objetivo.
Exemplo de filme com subversão total: Click, Adam Sandler
Você entra rindo para assistir uma comédia e sai com depressão depois de um drama familiar profundo.