A hamartia precisa desencadear uma ação irreparável, como o assassinato nos casos citados, para o protagonista cair na espiral descendente? Ou pode situações reparaveis ter o mesmo efeito?
Não necessariamente, Ícaro. A hamartia tem mais a ver com o ponto de não retorno do que com a gravidade do erro. Pode ser até mesmo um erro pequeno, que também pode virar uma espiral se, em vez de admitir e corrigir, o personagem começar a se justificar e tomar novas decisões baseadas na mesma falha.
Ao ler este texto não consigo parar de pensar em viés de confirmação, termo aplicado na psicologia. É quando você filtra informações buscando encontrar justificativas para o que você faz, mesmo sabendo que você está errado. Exemplo prático: de cada 100 estudos, 98 falam que maconha faz mal, 2 estudos (que carecem de profundidade) falam que faz bem. A consciência de um maconheiro se alivia ao ler estes 2 estudos. É prova de que ele deve continuar. E ignora os outros 98 estudos.
A hamartia precisa desencadear uma ação irreparável, como o assassinato nos casos citados, para o protagonista cair na espiral descendente? Ou pode situações reparaveis ter o mesmo efeito?
Não necessariamente, Ícaro. A hamartia tem mais a ver com o ponto de não retorno do que com a gravidade do erro. Pode ser até mesmo um erro pequeno, que também pode virar uma espiral se, em vez de admitir e corrigir, o personagem começar a se justificar e tomar novas decisões baseadas na mesma falha.
Como sempre, fantástico.
Ao ler este texto não consigo parar de pensar em viés de confirmação, termo aplicado na psicologia. É quando você filtra informações buscando encontrar justificativas para o que você faz, mesmo sabendo que você está errado. Exemplo prático: de cada 100 estudos, 98 falam que maconha faz mal, 2 estudos (que carecem de profundidade) falam que faz bem. A consciência de um maconheiro se alivia ao ler estes 2 estudos. É prova de que ele deve continuar. E ignora os outros 98 estudos.